Você já se deu conta ao final de um dia de expediente de que você trabalhou, trabalhou e não rendeu? Parece que você não fez nada embora estivesse o tempo todo ocupado? Neste dia você estava no piloto automático, fazendo primeiro o que gosta, e depois o que é mais fácil, deixando o que é mais importante para o final do dia, se houvesse tempo, e não houve.
Temos dentro de nós um Elefante e um Condutor. Nosso elefante tem sete toneladas, é pesado e muito preguiçoso. Ele adora ficar na zona de conforto, no piloto automático, gosta do prazer imediato, e que seja agora! Atividades profissionais mais desafiadoras, ele costuma deixar para depois. Nosso elefante fará diariamente sempre o que ele gosta primeiro, depois o que é mais fácil, se houver tempo.
Por outro lado, temos também dentro de nós um Condutor de elefantes. Ele tem o nosso peso físico, no meu caso 90 kg, e sabe racionalizar os pensamentos, é ponderado, analítico, gosta de planejar e adiar decisões. Ele toma decisões centradas em fatos e, por isso, é pragmático. O condutor é responsável pelo nosso lado racional e analítico.
O principal obstáculo para promover a auto liderança e a mudança duradoura é o conflito entre nosso condutor e o Elefante, estes dois sistemas completamente diferentes, o Racional/ Analítico (Condutor) e o Emocional/intuitivo (elefante), que ficam competindo pelo controle.
Quando os esforços da mudança interior e exterior fracassam, normalmente a culpa é do elefante e de sua visão de curto prazo. As mudanças que buscamos conquistar geralmente envolvem sair do piloto automático para ampliá-la, cujo preço nosso elefante não quer pagar. Ocorre que o elefante tem grandes forças que podem boicotar as mudanças e nosso condutor tem grandes debilidades.
Quando superamos este conflito entre nosso elefante e o condutor, as mudanças começam a aparecer. Sempre que tivermos que travar uma luta com nosso elefante, é muito provável que, por sua força de sete toneladas, ele irá vencer. Afinal nossa condução é muito tênue, comparando o peso de cada um. Ao mesmo tempo, conduzi-lo cansa, e se tivermos que conduzir na força, ele sempre vencerá, pelo cansaço.
Por isto conduza seu elefante saindo do piloto automático e liderando seu destino. Esta é a chave para sua felicidade e de sua manada.
Por Domi Müller é especialista em neuroliderança. Pós graduado em marketing pela ESPM, é empreendedor há mais de 30 anos nas áreas de construção civil, moda e Educação para a vida. É Fundador e diretor da empresa Domi Müller Inspirando Líderes.
Fonte: Revista The messAGe